quinta-feira, 23 de abril de 2015

Que "senhor" é esse dos "marchadores"?

Nesta semana, no feriado,  aconteceu na cidade onde estou residindo atualmente mais uma edição da famigerada “marcha para gezuis”. O ritual é sempre o mesmo: um circuncidado mental assopra uma replica bem mal feita de um “shofar” (você pode comprar pela internet) e a algazarra tem inicio, com um bando de alienados com suas mentes cauterizadas seguindo cegamente seus “lideres espirituais” que os conduzem gritando palavras de ordem - como gado indo para o matadouro - de cima de um trio elétrico. O barulho é ensurdecedor e começa logo cedo, incomodando a cidade toda, não respeitando o direito ao descanso de quem trabalha a semana inteira e quer descansar um pouco no feriado.

A tal marcha segue pelas ruas da cidade, atrapalhando todo o transito e parando em “pontos estratégicos” para que os “ungidos apóstolos, bispos, reis e rainhas”, os quais se acotovelam em cima do trio elétrico tentando um aparecer mais do que o outro, possam falar suas “palavras proféticas” e gritar seus “slogans de poder” como a já manjada “esta cidade pertence ao senhor gezuis” e outras frases “de efeito” sem sentido para quem não pertença ao tal movimento. O destino final da tal marcha, como não poderia deixar de ser, é a praça de eventos da cidade onde uma “famosinha cantora Go$pil$”, que embolsou um gordo cachê, os espera an$iosa para mais um $how.

Fora a confusão ideológica deste movimento, pois ali nas ruas se misturam pessoas de várias seitas ditas cristãs - cada uma com doutrinas e credos diferentes - formando uma verdadeira “babel religiosa” - o que realmente me chama a atenção, e gostaria de destacar neste artigo, é o resultado espiritual/moral pratico que estas tais “marchas” causam nas cidades onde ocorrem. Moro, aproximadamente, há 15 anos nesta cidade e a tal “marcha” aqui acontece há 12 anos. Durante estes 12 anos de “marcha”, ouço esses “marchadores” gritando e determinando em alto e bom som que “esta cidade pertence ao senhor gezuis”, que “o inimigo caiu por terra”, “que o diabo foi destronado”, etc. Ouço também os lideres do tal movimento se gabando do grande número de pessoas que “aceitaram a gezuis” no (antibíblico) apelo feito durante o evento (aliás, qual gezuis, pois são inúmeras seitas diferentes reunidas ali) e de que o numero de “evangélicos” tem crescido muito na cidade.

OK, realmente o “povo evangélico da cidade tem crescido muito” (fato este constatado pelas inúmeras novas “igrejas para todos os gostos” que são abertas nesta cidade), porém algo muito estranho tem acontecido: um aumento gradual, ano a ano, da violência, da criminalidade e do tráfico de drogas (e, consequentemente, dos viciados). Durante estes 15 anos que moro aqui (e dos 12 de “marcha”) as coisas só estão piorando. Aí eu pergunto: que tipo de “evangelhicalismo” é esse? A prática do Evangelho Bíblico pressupõe uma mudança de mentalidade, de atitude, de caráter, de conduta, de moral. Quem roubava, não rouba mais. Quem adulterava, não adultera mais. Quem era desonesto, começa a agir com honestidade. Quem era viciado, se trata e abandona seu vicio e quem mentia, não mente mais. Então, que avanço “evangelístico” é esse onde não há mudança de caráter? Que movimento é esse que há 12 anos “declara profeticamente” que “gezuis é o senhor desta cidade”, mas o mal vem crescendo a cada dia, dando cada vez mais material para o jornais da cidade que outrora tinham que cassar histórias de saci e mula-sem-cabeça para vender!?

Para concluir, pergunto: que “senhor” é esse dos “marchadores”, a quem tanto gritam pertencer a cidade, uma vez que a Bíblia declara que o “deus e o príncipe deste mundo e século é o diabo” (2 Co 4.4; Jo 12:31, 14.30 e 16.11) e que este mundo “jaz no maligno” (I Jo 5.19)? A quem interessa está tal “marcha”, a não ser para a autopromoção de seus organizadores, muitos dos quais envolvidos com a política? Por que estes “evangélicos” estão tão preocupados em provar que o número de participantes em suas “marchas” é maior do que na tal da “parada gay”? Por que a participação das celebridades go$pil$ nas tais “marchas” são sempre bem concorridas, todos querendo fazer o $howzinho de encerramento e receber um cachê gordo? O Senhor não nos disse "Ide e marchai", mas "Ide e pregai o evangelho". E é isso que importa fazer!

JD. Berean

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