quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Batista Tradicional, sim, Senhor!

Estava eu no meu caminho quando um pastor batista, fazendo uma meditação devocional no Velho Testamento, saiu-se com esta: "O que os batistas tradicionais têm de entender é que os tempos são outros." Confesso que aquela frase me incomodou. Não só porque tal declaração não se encaixava no texto bíblico, em questão, mas também pela altivez e o sarcasmo com que foi mencionada. Estou acostumado a este tipo de argumentação, não vindo dos nossos, mas de alguns grupos pentecostais e carismáticos que, julgando-se donos de toda a verdade cristã, nos tratam como sub-cristãos. Mas, agora, aquela empáfia vinha do nosso arraial, e o colega em causa referia-se a nós como espécies de igrejas que jogam na segunda divisão do cristianismo.


No meio batista, hoje, o termo tradicional assumiu um sentido pejorativo. Para alguns, o tradicional é o saudosista: aquele que defende, zelosamente, as formas de culto, os métodos de trabalho e os pormenores de organização eclesiástica de cinqüenta anos atrás.


Hoje, as igrejas evangélicas no Brasil se parecem com McDonald. É que quem conhece essa cadeia de fast-food sabe que ao pedir um Big-Mac, em qualquer parte do mundo, receberá o mesmo sanduíche. É tudo igualzinho, não muda nada. Com o perdão do neologismo, estamos vendo a "Mcdonaldização" das igrejas evangélicas no Brasil. Todas cantam e imitam a Ana Paula Valadão. Todas cantam os mesmos corinhos em altos decibéis, com aqueles mesmos sermõezinhos inócuos, todas usam os velhos e vazios chavões, sempre as mesmas repetições. Quem foge disso é visto como mumificado e ultrapassado. Numa palavra: tradicional.


Esta gente se esquece que os "tradicionais" firmaram o evangelho no mundo. Foram os grupos históricos, tradicionais, que chegaram aqui, no final do século XIX, para evangelizar o Brasil. Entre os batistas, foi gente da cepa de Wiliam Bagby, Salomão Ginsburg, Francisco Soren e outros que deixaram a base da nossa fé. Tivemos mártires. Tivemos templos incendiados, Bíblias queimadas e pastores perseguidos. Abrimos seminários, inclusive os que formaram os líderes desta gente que hoje tanto nos critica. Fizemos traduções da Bíblia. Criamos universidades, faculdades, colégios e hospitais. Construímos uma identidade evangélica com suor e com sangue.


Além disso, deixamos um legado ético, lamentavelmente, tão esquecido hoje no arraial evangélico. Ainda somos vistos como gente séria, de palavra digna de ser respeitada, porque assumimos um compromisso com Deus e com os valores do evangelho.


Ser batista tradicional é não ser exótico e querer honrar a Jesus, então sou tradicional. Se ser batista tradicional é querer ter o caráter de Cristo em sua vida, então sou tradicional. Se ser batista tradicional é privilegiar conteúdo bíblico ao invés de gritos e barulhos em cultos públicos; então sou tradicional. Se é cultivar reverência e temor a Deus em tudo o que faz, até  mesmo no culto comunitário, então sou tradicional. Se ser batista tradicional é entender que o culto que Deus aceita é prestado com a nossa vida, 24 horas por dia; e não naquele período que se passa dentro de um salão de cultos, aos domingos; então sou tradicional.


Respeito grupos evangélicos que têm práticas e crenças diferentes das minhas. Que Deus os abençoe. Só queria entender que tipo de experiência profunda com Deus tem um homem que, ao invés de torná-lo cheio do Fruto do Espírito (Gálatas 5.22,23), faz dele uma pessoa besta e cheia de empáfia.


Renato Cordeiro de Souza - www.ibrp.org.br

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O engano de Toronto

Testemunho de Paul Gowdy - Um dos principais pregadores da "unção do riso" e do "cair pelo poder"

Levei nove anos até criar coragem e escrever este relato. Demorei porque não tinha convicção de que seria correto falar sobre as fraquezas do corpo de Cristo publicamente. Em segundo, porque tinha que fazer uma jornada espiritual de busca em minha alma e me convencer de que, o que havia ocorrido na Igreja Aeroporto de Toronto foi ruim ou pelo menos pior do que bom.

Durante alguns anos falei da experiência de Toronto como uma bênção misturada. Penso que James A. Beverly o chamou assim em seu livro "Risada Santa" e a "Bênção de Toronto 1994". Hoje diria que foi uma mistura de maldição, concluindo que qualquer coisa boa que alguém recebeu através desta experiência pessoal é enormemente ultrapassada pela gravidade do mal e do engano satânico. Aqui residia meu grande dilema.

Creio que Satanás usou esta experiência para cegar as pessoas sobre as doutrinas históricas de Deus, em que o fruto cresce ao lado de uma vida de arrependimento, pois as pessoas não puseram a prova aquelas manifestações para saber se eram mesmo de Deus ou de espíritos enganadores, e não testaram para saber se as profecias eram mesmo de Deus.

Depois de três anos fazendo parte do núcleo da bênção de Toronto nossa Igreja Vineyard em Scarborough ao leste de Toronto, praticamente se auto-destruiu. Devoramo-nos uns aos outros com fofocas, falando mal pelas costas, com divisões, partidarismo, criticas ferrenhas uns dos outros, etc. Depois de três anos "inundados" orando por pessoas, sacudindo-nos, rolando no chão, rindo, rugindo, rosnando, latindo, ministrando na igreja Internacional do Aeroporto de Toronto, fazendo parte de sua equipe de oração, liderando o louvor e a adoração naquele local, praticamente vivendo ali, tornamo-nos os mais carnais, imaturos, e os crentes mais enganados que conheci. Lembro-me de haver dito ao meu amigo e pastor principal da igreja de Vineyard de Scaraborough em 1997 de que, desde que a bênção de Toronto chegou ficamos esfacelados. Ele concordou.

No período de 1992-1993 quando orávamos pelas pessoas experimentamos o que chamo de a verdadeira profecia, libertação e graça vindas de nosso Senhor. Depois que se iniciou a bênção de Toronto (Janeiro de 1994), os períodos de ministração mudaram, e as únicas orações que ouvíamos eram: "Mais, Senhor"; com gritos de "fogo!", sacudidelas esquisitas do corpo, e expressões de "oh! uuu! iehh".

Em 20 de janeiro de 1994 quinze pessoas de nossa igreja foram ouvir Randy Clark, pastor da Igreja Vineyard na Igreja do Aeroporto de Toronto. John Arnot (pastor da igreja do aeroporto) convidou-nos para ir até lá. Ele nos disse que Randy havia estado nas reuniões de Rodney Howard Browne e que a coisa estourou em sua igreja nas semanas seguintes. John esperava que algo acontecesse também entre nós. Ficamos felizes em nos dirigir até lá. Tínhamos uma igreja noutra localidade que havia começado em 1992. Era uma igreja do centro de Scaraborough, ligada ao grupo Vineyard, mas bem a leste da Igreja do Aeroporto. Éramos uma família grande e alegre. E porque éramos poucos tínhamos reuniões especiais, conferencias, etc.

No ano anterior a maioria de nossos líderes participou de uma curta viagem missionária à Nicarágua. Na ocasião gozávamos de muita comunhão uns com os outros. Desde que deixei de fazer parte das igrejas Vineyard li muitos comentários e análises críticas. Alguns escreveram que a bênção de Toronto era uma grande conspiração que trazia heresia ao corpo de Cristo. Minha convicção é de que a heresia e a apostasia são apenas o resultado, mas nada do que aconteceu ali era intencional. Estou convencido de que os líderes das igrejas Vineyard são pessoas sérias que experimentaram um novo nascimento, amam o Senhor, mas caíram no laço do engano. Não amou o Senhor o suficiente para guardar os seus mandamentos. Fracassaram por não obedecer as escrituras e se desviaram porque anelavam algo maior e grandioso, mais empolgante e dinâmico. Eu também cometi este pecado. Preguei sobre esta renovação na Coréia, no Reino Unido, nos Estados Unidos e aqui no Canadá, e estou profundamente arrependido ao escrever este relato, e peço-lhes que vocês, a noiva e o corpo de Cristo me perdoem.

Creio que minhas raízes evangélicas (minha família é de Batistas e eu tive uma experiência de conversão e novo nascimento na igreja Presbiteriana) começaram a abrir os meus olhos para os problemas com a chamada renovação. Hoje, olhando pra trás fico me perguntando como fiquei tão cego assim? Eu via as pessoas imitando cachorros, fazendo de conta que urinavam nas colunas da Igreja do Aeroporto. Observava as pessoas agirem como animais latindo, rugindo, cacarejando, fazendo de contas que voavam, como se asas tivessem, comportando-se como bêbados, entoando cânticos "sem pé nem cabeça", isto é, sem sentido algum. Hoje fico perplexo em pensar que eu aceitava tais coisas como manifestações do Espírito Santo. Era algo irreverente e blasfemo ao Espírito Santo da Bíblia.

Naquele tempo pensava que, enquanto não ensinassem qualquer coisa que violasse as escrituras, o que experimentávamos e víamos podia ser encaixado no campo do que chamamos de exótico. É um zumbido de manifestações que não encontram justificativas na perspectiva bíblica. Ensinaram-nos nas pregações que tínhamos apenas duas opções: uma enfermaria pulsando a vida (de bebês) em meio a fraldas sujas e crianças chorando ou o cemitério, onde tudo está em ordem, mas só há mortos. Pastor jovem e inexperiente, optei pela vida no caos. Não percebia que Deus quer que amadureçamos e que cresçamos nele. Fiquei perturbado com a palavra profética que veio através de Carol Arnot (esposa do líder em Toronto), relatando-nos que tivera uma experiência de noiva ao ser conduzida à presença de Jesus. Ela afirmou que o que experimentou era muito melhor que sexo! Aquilo me perturbou e comecei a me perguntar: como alguém pode comparar o amor de Deus ao sexo?

Quando começamos a suspeitar de que os demônios estavam à vontade em nossos cultos, John Arnot ensinava que devíamos nos perguntar se eles estavam chegando ou saindo. Se estiver saindo deles, está bem! John defendia o caos afirmando que não devíamos ter medo de sermos enganados, pois se havíamos pedido ao Espírito Santo para nos encher; como Satanás poderia nos enganar? Isto deixaria o diabo muito forte e Deus muito fraco. Ele afirmava que precisávamos ter mais fé num grande Deus que nos protegia do que num grande diabo que nos enganaria.

Tais palavras eram convincentes, mas totalmente contrárias as escrituras, pois Jesus, Paulo, Pedro e João alertaram-nos sobre o poder dos espíritos enganadores, especialmente nos últimos dias. Mesmo assim, não devotamos amor a Deus para lhe obedecer a palavra e, como conseqüência, abrimo-nos a ação de espíritos mentirosos. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Finalmente a ficha caiu quando eu rolava pelo chão, certa noite, "bêbado no Espírito", como costumávamos dizer, e ali, cantando e rolando no chão, comecei a cantar uma canção de ninar: "Maria tinha um cordeirinho e seu pelo era mais alvo que a neve". Cantei esta música infantil de maneira debochada e imediatamente alguma coisa em meu coração sussurrou que aquilo era um demônio [1]. Imediatamente me arrependi e fiquei chocado com aquela experiência. Como um demônio entrou em mim? Eu amava a Deus? Não era zeloso pelas coisas de Deus? Não era totalmente louco por Jesus? Percebi que um espírito imundo acabara de se manifestar através de minha vida e era culpado de um grande pecado. Depois disto me afastei da Igreja do Aeroporto (TACF). Não tinha convicção de que deveria denunciar aquelas experiências, mas senti que tínhamos fracassado em pastorear a bênção.

Depois que parei de freqüentar o TACF - Toronto Airport Church - tive que pastorear as conseqüências ou os frutos dali. Exemplo disto foi quando algumas pessoas voltaram de uma reunião e nos perguntaram se havíamos recebido a espada dourada do Senhor. Perguntei-lhes de que se tratava, imaginando que alguma palavra profética tivesse sido liberada em relação as escrituras, mas me responderam: "Não, não é a Bíblia; é uma espada invisível que somente os verdadeiramente puros poderão receber. Se for tomada de maneira errada, então será morto pelo Senhor. Mas, se você for santo o suficiente para recebê-la, então você poderá desembainhá-la pois ela cura Aids, câncer, etc. e produz salvação. A pessoa deve fazer gestos de ataque, imaginando ter em suas mãos esta espada invisível, avançando sobre as pessoas enquanto está em oração! Pensei: além do engano, a Igreja Aeroporto passou a fazer parte dos desenhos animados!

Esta "revelação" foi recebida pela Carol Arnott e depois repassada aos que eram mais santos. O mesmo aconteceu com as obturações de ouro. Pessoas de nossa congregação abriam a boca umas para as outras procurando os dentes de ouro que Deus colocara ali, para provar o quanto nos amava. Durante os anos que ali fiquei só ouvi uma vez uma mensagem de arrependimento pregada por um conferencista de Hong Kong, Jack Pullinger. A mensagem passou alto, bem acima de nossas cabeças, como um balão de gás; não estávamos ali para nos arrepender, e sim para fazer festa ao Senhor!

Depois de um ano na "bênção" preguei num encontro de pastores e falei: "Amigos, temos nos sacudido, nos arrastado pelo chão, rolamos por terra, rimos, choramos e adquirimos as camisetas da igreja. Mas não temos avivamento, nem salvação, nem frutos, nem aumento de evangelização, por isso, qual é a graça?". Fui repreendido - afinal, quem era eu para anelar frutos quando o Senhor estava curando seu atribulado povo? Durante anos éramos legalistas, e Deus agora estava restaurando as feridas libertando-nos do legalismo. Aconselharam-me a não forçar o Senhor que os resultados apareceriam no tempo certo.

Eu sabia que isto estava errado, pois o Senhor ordenou fazer discípulos de todas as nações. O argumento era: temos direito a um ano sabático, pois, quem sabe por quanto tempo Deus fará coisas novas e diferentes!

Por fim, não comentei a controvertida questão da ordenação de mulheres. Pessoalmente acredito, pelas escrituras, que as mulheres não devem ser pastoras ou presbíteras numa assembléia local. As igrejas Vineyard estavam ordenando todas as esposas de pastores para serem co-pastoras com eles. Sou a favor de mulheres no ministério, mas creio que o papel do ancião/presbítero/pastor local foi reservado aos homens. Não fui eu quem escreveu a Bíblia, mas pela graça de Deus quero obedecer-lha daqui em diante.

Esta é minha história. Poderia continuar apresentando farta documentação dos excessos, loucuras, extravagâncias e pecados. Cantamos sobre o exército de Joel e o avivamento de bilhões como se fossem os dez mandamentos; e como sempre, parece que o avivamento já está chegando dobrando a esquina. No próximo mês, no próximo ano, etc. Jesus falou que, quando o Filho do homem voltar, encontrará fé na terra? Esta é a mensagem dominadora que tem sido ensinada em todo movimento profético, espiritual, especialmente do Vineyard. Às vezes imagino que eles pensam que vão dominar o mundo todo! Mas foi lá no Vineyard que aprendi uma frase de Paulo de que não devemos ir além da palavra escrita.

Concluindo, quero lamentar o dano, que eu pessoalmente perpetrei ensinando coisas que não são bíblicas. Eu me arrependo diante de vocês e diante de Deus. Eu não testei os espíritos quando a palavra ordena que assim seja feito. Todos os que estavam ali quando estas coisas começaram a acontecer sabem que o que escrevo é a verdade. Podem ter conclusões diferentes, especialmente se ainda promovem o "rio".

Aos que estão no "rio" eu exorto; nadem para fora, existem coisas vivas na água que irão lhe atacar! Amo as pessoas da Igreja Aeroporto e o movimento Vineyard, mas penso que temos muitas contas a prestar; o Senhor lhes abrirá os olhos qualquer dia desses. Imagino que quando esta carta for publicada serei bombardeado por cartas de ambos os lados, alguns me condenando por ainda crer no ministério do Espírito Santo e andando no engano e alguns amigos antigos condenando-me por expor a sujeira ou por ser negativo com respeito a unção do Senhor. Bem, o Senhor conhece meu coração e por sua graça haverá de me guiar a toda verdade, pois quero conhecer a Jesus Cristo o crucificado.

Se você acha que estou no erro ore por mim para que o Senhor me abra os olhos, pois quero estudar a palavra e me tornar varão aprovado. Peço a todos os que lerem esta carta que orem para que o Senhor abra os olhos daqueles que estão sendo enganados. Quer sejamos líderes ou seguidores, somos amados de Deus e ele é um Deus perdoador. Ele afirma que se confessarmos nossos pecados ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.

Creio que somos como a igreja de Laodicéia; pensamos que somos ricos, prósperos e sem necessidade alguma, e, no entanto não percebemos que estamos cegos e nus. Precisamos levar a sério o conselho de Jesus comprando ouro refinado no fogo (que fala do sofrimento e não de espíritos enganadores), vestiduras brancas para cobrir nossa nudez e colírio para os olhos para poder ver outra vez.

O Senhor nos chama ao arrependimento, e graças ao Senhor pelo que ele é, pois nos conduzirá e nos restaurará ao Pai. Se Deus me perdoou e abriu os meus olhos então poderá agir a favor de todos os que estão no engano.

Termino com o alerta de Paulo que permaneçamos firmes para não tropeçarmos em coisa alguma.

Sinceramente, Paul Gowdy (Ex-pastor da Vineyard em Toronto) [2]

Nota [1] Ele se refere a canções de Jardim da Infância, ou Nursery Rhyme, em que, nos contos de fada as crianças aprendem a falar cantando linguagens infantis, e refere-se especialmente a Mary had a little Lamb, uma das mais conhecidas.
Nota [2] Esta carta foi traduzida e publicada com a autorização de Paul Gowdy

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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Cair no "poder" / Cair no "espírito" (Fanerose)

Entre as manifestações em moda nas "igrejas evangélicas" acha-se o "cair no poder", conhecido também como "arrebatamento de espírito" ou "cair no espírito". Embora não seja nenhuma novidade, esse fenômeno começou a ganhar notoriedade a partir de 1994. Neste ano, a Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto (a mesma da "unção do riso"), no Canadá, passou a ser visitada por milhares de religiosos (entre eles muitos padres e freiras), todos à procura de uma "bênção especial". Dizendo-se cheios do Espírito, os freqüentadores dessa "igreja" começaram a manifestar-se de maneira estranha e bizarra, alguns caindo prostrado no chão como que desmaiado, outros caindo e rolando de um lado para outro e outros rindo descontroladamente como que em um transe, numa verdadeira lavagem cerebral.

Recentemente tive acesso a uma matéria, de autoria de uma pessoa que se apresenta como líder evangélico (por questões de ética não irei citar o nome), que defendia a prática conhecida como "cair no espírito" e atacava aqueles que não a aceitam. Ao lê-la percebi que seria necessário que se efetuasse uma análise daqueles argumentos. É o que farei agora!

Ele começa afirmando que "nada é pior do que as palavras daqueles que dizem que o ministério do cair pelo poder de Deus é algo do Diabo" e que é "triste ver a obra de Deus ser tratada dessa forma". Ele também afirma que os que rejeitam tal prática como válida para a Igreja "não tem revelação do amor e do poder de Deus" e que "em geral os que dizem isso são aqueles que não tem nenhum compromisso sério com o Evangelho". Bom, para que concordássemos com tais afirmações seria necessário que aceitássemos que tal prática tem sua origem em DEUS, mas sabemos pela Bíblia que não procedem de DEUS.

Um pouco mais adiante o autor do artigo apresenta seu primeiro versículo para embasar tal prática. Ele se usa de Mt 7.16, 20 e 21 para argumentar que DEUS pode se manifestar de forma que transcende a nossa limitada mente, mas o texto citado nada tem a ver com a manifestação de DEUS. Leia o texto: "Por seus frutos os conhecereis. Porventura se colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus". O texto fala sobre o fato de termos cuidado com aqueles que se dizem cristãos, mas de fato não o são e nos exorta a analisá-los mediante os seus frutos. Ora como se efetua tal análise? Um fruto só é válido se ele glorifica ao Pai. Não importa o quão seja belo, se sua aparência é apetitosa, se é bem aceito pelas pessoas, se é produzido em larga escala ou se parece santo. Se não glorificar o Pai não é um fruto produzido por um discípulo de CRISTO. A Bíblia nos diz que em um determinado momento da história surgirão falsos profetas disfarçados de "anjos de luz" (II Co 11.14), que muitos seguirão falsos mestres por não mais amarem a sã doutrina (II Tm 4.3) e Paulo diz: E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples (Rm 16:17-18).

Portanto não é pelo fato de que alguém parece santo, ou que o que ele ensina atrai muitas pessoas ou parece dar certo significa que tem o selo de aprovação divina. Esse "selo" só é dado aqueles que realmente fazem tudo para que DEUS seja glorificado.

Logo após o uso do texto de Mateus o autor do artigo afirma que eles são honrados por Deus por pregarem a "manifestação do Seu poder" e que mesmos os de "bom coração" que o criticam o fazem por "só conhecerem tradições, não entendem o mover de Deus". É curioso como é fácil se colocar em posição de mais espiritual que os demais (em especial em relação daqueles que discordam do que se ensina). É inevitável efetuar comparações, as afirmações expostas por esse autor são similares a de outros homens e mulheres na história recente. Sabem quem? (1) Charles Taze Russel (primeiro líder das Testemunhas de Jeová), (2) Ellen Gould White (principal líder e profetisa dos Adventistas), (3) Joseph Smith (líder e primeiro profeta dos mórmons) e (4) David "Moses" Berg (fundador dos Meninos de Deus).

Esses e outros todos líderes de seitas e movimentos heréticos quando são questionados sobre seus ensinamentos irem contra a palavra de DEUS usam o mesmo argumento. Isto evidencia que seus argumentos não são nem inéditos e tampouco irrefutáveis.

Também percebemos que ele persegue no processo de rotular aqueles que o contradizem como sendo, espiritualmente falando, imaturos, e utiliza o texto de II Pe 3.10-16 para embasar sua afirmação. O que diz o texto? "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição". II Pe 3:10 e 16.

O texto fala sobre alguns pontos mais complexos das cartas paulinas e que haveria pessoas que as torcem e isso acarreta em sua própria condenação. É interessante ler o verso seguinte: "Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza"; É um alerta para evitar novidades e distorções das Escrituras Sagradas.

O próximo argumento do autor é dizer que muitas pessoas aderiram ao "cair no poder" e que se isso não fosse de DEUS não teria grande aceitação. Bom, com certeza todos os cristãos pecam e isso não torna o pecado aceitável por DEUS, ou seja, não é fato que por uma prática ou doutrina possuir ampla aceitação no meio da Igreja isso tornará tal doutrina ou prática correta. A verdade é verdade mesmo que ninguém creia nela. Novamente ele utiliza um texto para embasar seu argumento. Vamos lê-lo: "Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?" (Mt 12.25 e 26)

Aqui não fala sobre o fato de a maioria autenticar ou não uma prática ou doutrina, mas sobre o fato que acusavam JESUS de expulsar demônios em nome de satanás, Ele argumenta então que, se assim fosse, o reino das trevas estaria se auto-destruindo. O texto centra-se nos seguintes pontos: Autoridade de JESUS sobre demônios, Sua divindade, pois podia ler os pensamentos dos homens, mostrando assim uma característica exclusiva de DEUS, a onisciência e Sua sabedoria ao expor o erro na lógica dos homens.

Logo após o autor afirma que "cair no poder" é um "sinal profético dos últimos dias para a Igreja do Senhor". Onde na Palavra de DEUS está escrito que tal prática seria um sinal da volta de JESUS? Pelo menos o autor tem coerência o suficiente para reconhecer que não há base bíblica para tal afirmação e por isso não cita nenhum texto que lhe sirva como base.

Ele afirma que os que questionam tal prática agem como Nicodemos que não entendia o que JESUS fazia. É evidente que o autor opta sempre por tentar rotular e definir os que são contrários ao que ele defende como menos espirituais. Logo após ele usa o texto de Lc 12.10 para alegar que aquele que questiona a obra de DEUS comete pecado e ofende a DEUS. Vejamos o texto: E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado.

Blasfemar não significa questionar, segundo o dicionário Michaelis o seu significado é: (lat blasphemare) vint 1 Proferir blasfêmias. vti 2 Dizer palavras ofensivas à pessoa ou coisa digna de respeito. 3 Praguejar, maldizer, amaldiçoar, imprecar. Ora, aqui não é o caso. Primeiro porque não estamos ofendendo ninguém e tampouco nos atemos em tentar rotular o autor do artigo. Segundo por que o que está sendo analisado não é DEUS ou Sua obra, mas se tal doutrina ("cair no poder") vem de DEUS.

Finalmente o autor decide apresentar textos que embasem a prática que ele ensina e que ele não pretende convencer ninguém de nada, pois isso seria função do Espírito Santo. Também afirma que após as pessoas "caírem" elas se erguem sentindo-se mais íntimas de DEUS, com maior prazer em servi-Lo e adorá-Lo e que muitas pela primeira vez disseram a DEUS: "Eu te amo, Pai!"

Bom, supondo que isso (tal mudança comportamental nos que "caíram") seja real, não seria o caso de questionar se tais pessoas realmente conheciam a DEUS? Seriam salvas? Pode um salvo por CRISTO JESUS nunca ter dito que ama a DEUS? Que salvação é essa? Será possível que haja um verdadeiro cristão que não tenha prazer em adorá-Lo?

Tais manifestações não contam com o necessário respaldo bíblico. Temos de posicionar-nos segundo a Bíblia que é a nossa única regra de fé e conduta.

Devemos estar sempre atentos, pois satanás também opera sinais espetaculares com o objetivo de enganar os escolhidos: "Surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mt 24.24).

Nos diversos exemplos de prostração que fomos buscar na Bíblia, observamos o seguinte: Os personagens que se prostraram, ou foram prostrados, em virtude de alguma experiência sobrenatural, caíram para frente, e não para trás, como está ocorrendo hoje em algumas igrejas. Não era algo programado, nem ministro algum os induzira a cair. Ou seja: ninguém precisou soprar neles ou neles tocar para que caíssem. Tais modismos têm levado a irreverência e a bizarrice ao seio do povo de Deus. Há alguns que se tornaram tão ousados que jogam até os seus paletós a fim de provocar prostrações coletivas. Isto é um absurdo! É antibíblico!

Vamos analisar os textos que ele apresenta para defender a prática do "cair no poder": Atos 22.6 a 9: Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu. E caí por terra, e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues. E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo.

Ezequiel 1:28: Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do SENHOR; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava.

Daniel 10:7-9: E só eu, Daniel, tive aquela visão. Os homens que estavam comigo não a viram; contudo caiu sobre eles um grande temor, e fugiram, escondendo-se. Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma. Contudo ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí sobre o meu rosto num profundo sono, com o meu rosto em terra.

O texto de Ezequiel descreve um ato voluntário de prostração (deitar-se com a face em terra em sinal de adoração ou profunda reverência), Ezequiel não caiu como quer nos fazer entender o autor do artigo.

Quanto a Daniel e Paulo ambos caíram pelo temor e o pavor ante a glória de DEUS. Paulo caiu ao chão mas permaneceu consciente e lúcido; Daniel desmaiou de medo. Nenhum dos dois ficou rolando e se estrebuchando pelo chão, rindo que nem demente ou outras bizarrices do tipo.

Os casos de prostração narrados na Bíblia deram-se em virtude da reverência e temor que os já citados personagens sentiram ao presenciar a glória divina. No Novo Testamento, o termo usado para prostração é pesotes prosekinsan que, no original, significa: cair por terra em sinal de devoção. Em Apocalipse 5.14, a expressão grega aparece para mostrar os anciãos prostrados aos pés do Cristo glorificado.

Hoje em dia milhares de pessoas "caem" por aí. Qual tem sido a conseqüência disso para o mundo que nos cerca? De positiva nenhuma. Deveríamos ter conversões em massa, uma busca pela santidade sem precedentes e a Palavra de DEUS anunciada a todo o mundo de tal forma que estaríamos muito próximos de fazer com que todos os homens e mulheres conhecessem o Evangelho. É isso que tem sido visto? Não. Temos visto um Evangelho diluído a modismos, pastores corrompidos pelo poder e pelo mundo sendo presos e processados por roubo, lavagem de dinheiro e estelionato, igrejas sem amor pelas almas, falta de conhecimento da Palavra pelo povo de DEUS que não lêem a Bíblia e uma adoração emocionalista.

Se "cair no espírito" ou "no poder" fosse algo de DEUS porque surgiu somente agora no final deste século? Isso é tão somente um modismo conduzido pela histeria de fim de milênio e que tão logo cruzemos esse marco no calendário, surgirá uma nova moda.

Não questiono que DEUS tenha capacidade de fazer algo e é bem verdade que se alguém, tal qual Paulo, chegar a ver uma manifestação da glória de Deus com certeza se não se prostrar voluntariamente cairá morto ao chão. Contudo o que está ocorrendo em alguns "templos evangélicos" se assemelha muito com o que ocorre nos centros de umbanda, candomblé e quimbanda e em muitas seitas orientais em que os fiéis são levados através de mantras (alguns "louvores gospel" fazem muito bem esse papel), induções psíquicas e lavagem cerebral a entrarem num transe perigoso e diabólico, exatamente como ocorre em muitos "encontros tremendos".

O que percebemos é que as pessoas não querem passar por um processo longo de purificação e santificação. Uma mortificação diária e uma submissão constante de suas vidas ao Senhorio de JESUS. O que alguns líderes estão vendendo e muitas pessoas estão comprando é uma suposta santificação instantânea. Você "cai carnal e levanta espiritual" é a propaganda divulgada, propaganda está tremendamente enganosa, mortal e satânica.

Não questiono o poder de DEUS, mas sei que o poder de DEUS não é cair. A Bíblia diz bem claro que o poder de DEUS é o Evangelho: Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego (Romanos 1:16).

Não se cai no Evangelho, ele existe para ser vivido e comunicado, ser exposto e amado, respeitado e obedecido, mas infelizmente muitos por ouvirem falsas doutrinas caem do Evangelho e da Graça recebida. Em que situação você se encontra?

Que DEUS tenha misericórdia de nós!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A "Unção do Riso"

Este "novo" fenômeno religioso do movimento pentecostal é conhecido pelos nomes "O Avivamento do Riso", "A Unção do Riso", "A Bebedeira Espiritual", "A Bênção de Isaque" e "A Bênção de Toronto". Devem ser bem poucos os cristãos que no Brasil a esta altura ainda não ouviram falar da " Unção do Riso". Uma onda de manifestações físicas, incluindo prostrações, estremeções e especialmente riso tem assolado, e ainda assola, as igrejas em várias partes do mundo.

O Fenômeno de Toronto e suas Raízes

A expressão: O nome "Benção de Toronto", ou "Unção do Riso", como prefiro chamá-la, tem sido aplicado a estes fenômenos porque a mais importante erupção destas manifestações ocorreu na Igreja Vineyard do Aeroporto de Toronto, no Canadá. Na verdade, não há nada que seja novo nestes fenômenos diabólicos.

Bem vindos ao circo da alegria

Os cultos promovidos pelos pregadores são de aparência igual a qualquer culto numa igreja pentecostal. Muito "louvor" e na hora da mensagem começam a falar que "algo novo vai acontecer na vida das pessoas que ali estão", e que elas serão "cheias de alegria naquela noite". Em meio às pregações começam a ouvir aqui ou ali pessoas rindo de uma forma incontrolável, algumas pessoas começam a dar gargalhadas a ponto de caírem no chão, incontroláveis. Além das gargalhadas, os participantes emitem sons de vários animais como "prova" de estarem possuídos por Deus. Mulheres "rugem como leoas", homens "bufam como touros", e "uivam como lobos", "gritam como aves". Essas comunidades pentecostais enfatizam as experiências místicas mais do que a Palavra de Deus e os valores cristãos objetivos.

Negando a Bíblia, a História e a Razão

É quase impossível que pessoas razoáveis e em são juízo se deixem levar por este fenômeno. Ainda que seja normal o fato do ser humano rir ao ouvir algo engraçado, se uma pessoa o fizer sem causa alguma isso é considerado como um sintoma de demência. Ainda mais se isto acontece por um período prolongado. Minha experiência ao visitar vários manicômios e hospitais psiquiátricos é que a maioria dos seus internos chegou ali com estes sintomas.

Se é praticamente impossível que uma pessoa em sua sã consciência participe do "Avivamento do Riso", o mesmo podemos dizer de qualquer cristão que conhece a Palavra de Deus e a história dos avivamentos cristãos. Esta experiência não tem nenhum respaldo bíblico, nem na história do cristianismo. Está totalmente descartada a possibilidade de que seja uma manifestação do Espírito Santo. O fenômeno da "Gargalhada Santa" é uma manifestação demoníaca, algo semelhante com o que ocorre nos terreiros de candomblé, umbanda, quimbanda e um transe como acontece nas reuniões dos gurus da Nova Era (a "unção do riso" não tem ocorrido apenas no meio "evangélico", mas também em outros movimentos religiosos, como por exemplo: Hinduísmo, Meditação Transcendental, seitas da Nova Era, etc. O fenômeno também é usado em técnicas de hipnose). Atenção: Esta manifestação não tem precedente algum, nem na Bíblia nem na História do cristianismo. Não só isso: é totalmente contrário e incompatível com os princípios que ensinou nosso Senhor Jesus Cristo.

O Perigo do Engano - Discernimento e Mente Sã

A Necessidade de Discernimento: Há pelo menos meia dúzia de passagens no Novo Testamento que falam da astúcia e das manhas do maligno. (II Co 11:13, 14 e Ef 6:11).

O Mandado para Julgar: Não se deve confundir realidade com legitimidade. Numa época de experiências religiosas sem conteúdo, a atração exercida por fenômenos espirituais poderosos é muito maior do que a da sua legitimidade (I Co 14:29; I Ts 5:21; I Jo 4:1). Um dos aspectos mais estarrecedores dos pregadores é a seguinte exortação: "Não tente usar a sua mente para entender isto. Apenas o receba". Isso é completamente contrário ao ensino do Novo Testamento. O apóstolo Pedro, ao instar com seus leitores, e conosco, a que nos preparemos para servir a Deus, escreve: "Cingi os lombos do vosso entendimento" (I Pe 1:13 [RA], cf. 4:7; 5:8).

Conclusão: Crises e Valores Teológicos em Caos

A existência e popularidade do fenômeno conhecido como "Avivamento do Riso" deve preocupar qualquer pessoa sensata, mesmo que seja remota a possibilidade de que se deixe enganar por ele. Deve ser motivo de reflexão tanto para o pastor como para as ovelhas ver milhões de pessoas "caindo na gargalhada" ou "latindo como cachorros", "rugindo como animais" e agindo como "verdadeiros beberrões" num show onde usam o nome de Deus. Infelizmente muitas pessoas deixam sua razão em troca de experiências místicas que as levam a um profundo caos teológico e intelectual; essas mesmas pessoas podem levar vidas aparentemente normais fora desses cultos religiosos.

O perigo não tem limite e legitima a pergunta: Uma vez que uma seita pode induzir seus seguidores a praticarem o suicídio coletivo (como aconteceu recentemente com 39 pessoas nos Estados Unidos), ou outras vezes induzir seus seguidores a entregarem grande quantia de dinheiro, a latir, a babar como um louco sem motivo algum, o que acontecerá depois? Qual será a próxima experiência que nos oferecerão? Já que têm sido removidos os limites da Sã Teologia e do sentido comum, a resposta é: Qualquer coisa! Nós estamos à mercê disto e outros mil tipos distintos de "pastores" sem escrúpulos que têm acesso direto a consciência de seus seguidores. Com o movimento "avivamento do Riso", as portas estão abertas a todo tipo de abuso.

Será substituído o cristianismo por técnicas metafísicas da Nova Era para induzir a estados alterados de consciência? Continuará enfatizando estranhas revelações em vez da Palavra de Deus? Seremos perseguidos pelos poderosos impérios desses "pastores" ao negarmos a reconhecer as tais experiências como divinas? A resposta é clara a todos aqueles que ainda têm raciocínio, famílias, e valores cristãos a defender. Façamos algo para impedi-lo. Promovamos ativamente o genuíno cristianismo, o estudo sério da Bíblia e denunciemos claramente os perigos e erros das falsas doutrinas e experiências.

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Leia com Atenção!

Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo. (anátema é o mesmo que maldito - destinado ao fogo eterno) Gl. 1:6-12

Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; I Tm. 4:1-2

Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Cl 2:8

Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. I Jo. 4:1

E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. II Pe. 2:1-3

E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. Rm 16:17-18

Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus". II Tessalonicenses 2:1-4

Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir. Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias (Martinho Lutero)

O espírito que introduz qualquer doutrina ou novidade que vá além do Evangelho, é um espírito de mentira, e não o espírito de Cristo. (João Calvino)

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terça-feira, 31 de julho de 2007

G12 - Grupo dos Doze / Igrejas em Células

O Programa Celular

Consiste num modelo de igreja em células - organização da igreja em pequenos grupos nos lares que se multiplicam quando crescem. Trata-se da realização de reuniões em pequenos grupos nos lares, escritórios ou em qualquer lugar, objetivando a evangelização e a edificação dos participantes. Em muitas igrejas é usado tal sistema, porém com estudos sadios da Palavra de Deus (como os nossos Grupos de Cristo).

No G12 esses grupos são chamados de C.A.F.E - Célula de Adestramento Familiar e de Evangelismo. O sistema usado pelo G12 não é nenhuma novidade, o que está errado são as heresias e os conteúdos que são apresentados e ensinados nas reuniões familiares do G12.

O que é o G12

Uma das seitas que atualmente mais tem causado confusões, polêmicas e divisões entre os evangélicos em geral. É um movimento que propõe crescimento das igrejas através de células. A proposta é a realização de reuniões nos lares (casas) a partir de 12 pessoas, baseado no caráter dos 12 apóstolos. Segundo o seu fundador esse será o modelo para crescimento da igreja para o futuro.

Suas falsidades tem enganado muitas pessoas desprovidas de raízes no evangelho e sua existência é o cumprimento das profecias sobre a apostasia que a igreja de nosso Senhor Jesus Cristo viveria neste tempo. (Leia Mateus 7:15-23, Mateus 22:29, Romanos 16:17-18, Gálatas 1:6-12, Colossenses 2:8, II Tessalonicenses 2:1-4, I Timóteo 1:3-7 / 4:1-2 / 6: 3-5, II Pedro 2:1-3, I João 4:1).

G12 é um movimento neopentecostal que tem assumido práticas esotéricas e espíritas tais como: regressão, psicologia e liberação de perdão a Deus.

Os conceitos teológicos do G12 acerca do homem diante de Deus, Pecado, Igreja e Santidade são ensinos antibíblicos.

O G12 emprega métodos psicológicos (Controle da mente), sendo um movimento extremamente perigoso porque pode trazer inúmeros problemas psicológicos a médio e longo prazo aos participantes.

Fundador

O "pr." César Castelhanos Dominguez, da Colômbia, fundador da "Missão Carismática Internacional", a qual declara-se uma igreja evangélica, com sede em Calle 22C Nº 31-01 - Bogotá Colômbia e, segundo Castelhanos, conta com 170 mil membros e 15 mil células ou grupos familiares.

Origem

O movimento surgiu de uma "Visão" que o "pastor" César Castelhanos diz ter recebido de Deus em 1991: consistia numa orientação para que ele trouxesse ao mundo o "novo modelo" de crescimento de igreja para o futuro. Veja a tônica da visão de Castelhanos: - "Nesta ocasião, escutei o Senhor dizendo-me: Vais reproduzir a visão que tenho dado em doze homens, e estes devem fazê-lo como outros doze, e estes por sua vez em outros doze".

O Movimento no Brasil

O movimento é representado no Brasil na voz da "pastora" Valnice Milhomens e na do "pastor" René Terra, e vem se espalhando por todo o Brasil.

No ano de 1999, a "pastora" Valnice Milhomens trouxe o "pr." César Castelhanos ao Brasil para uma convenção em São Paulo, onde 3500 pastores de todos os segmentos evangélicos, representando todos os estados da federação, fizeram-se presentes. A partir daí a visão de Bogotá tornou-se conhecida no Brasil, sendo aderida por muitos.

Métodos do G12

"O encontro é tremendo!" Este é o chavão usado entre as pessoas que participam dos encontros do G12. Os encontros, retiro de três dias, são a forma utilizada pelo movimento do G12 para alcançar adeptos. Os tais não são nada mais do que uma lavagem cerebral. Dividem-se em encontros e pré-encontros e são realizados periodicamente. O candidato a adepto só participa depois de superar as fases iniciais que poderão capacitá-lo a ser membro do movimento. O que acontece nos encontros é expressamente proibido de ser divulgado pelos participantes, dando ao movimento idéia de uma sociedade oculta. Quando recebemos algo bom o que mais queremos é anunciar a todos, o próprio Cristo disse que anunciássemos as boas novas, porém no G12, a prática é totalmente contrária: as experiências lá vividas não podem ser divulgadas a ninguém. Obs. Segundo Josué Mello Salgado, na apostila Desmistificando o G12: "Os métodos de persuasão usados no encontro, em muitos casos, estão chegando às raias de uma lavagem cerebral".

Regressão

Existe um manual de realização de encontros, porém os adeptos só têm acesso após participarem do encontro. Neste manual ensinam que para a libertação de traumas passados é necessário fazer uma espécie de regressão a qual deve estender-se até a vida intra-uterina, visualizando o encontro do espermatozóide do pai com o óvulo da mãe, numa espécie de flash-back. A pessoa deve ir lembrando de todos os acontecimentos e pessoas que lhe causaram dor, até o momento presente, depois deve perdoar a todos.

A Bíblia diz no evangelho de João capítulo 3 acerca do nascer de novo. O nascimento ali referido é nascer da água e do Espírito e não nascer de uma regressão intra-uterina. A Bíblia ainda diz que "as coisas velhas se passaram, eis que tudo se fez novo". (II Co 5.17).

Toda e qualquer tentativa de cancelamento de pecado por regressão, quebra de maldição ou cura interior invalida o sacrifício vicário de Cristo.

Vale ressaltar que a regressão é uma prática psicoterapêutica e não um meio espiritual de libertação.

Figuras semelhantes às utilizadas pela seita Nova Era são utilizadas no manual, como uma roda de oração contendo trechos da Bíblia que se colocada lado a lado com um mapa zodiacal a roda de oração tem a estrutura deste símbolo esotérico, confundido-a com métodos ocultistas.

Heresias, Bizarrices e Esquisitices

Os encontros são marcados por manifestações emocionais como gritos, urros, desmaios, ataques incontroláveis de riso (unção do riso ou riso de Isaque), confissões de pecados e liberação de perdão até para Deus. Líderes do G12 ensinam que o homem precisa despertar para uma "nova consciência", e que Deus é uma fonte geradora de óvulos pensantes e multiplicadores do bem. Para um bom relacionamento com o criador, no entanto, propõe a observância de 5 códigos sagrados: consciência, inovação, intenção, proposta e juramento.

O Número 12

O G12 inculca idéias supersticiosas com relação ao número 12, fazendo-o parecer um número da sorte. Crêem que o mesmo tem poder de abrir supostos caminhos para o sucesso e o crescimento instantâneo da igreja, em detrimento a todos os demais números existentes na Bíblia Sagrada, admitindo o número 12, de certa forma, como um número mágico, supersticioso. As células não podem ultrapassar 12 membros.

Os líderes do G12 afirmam inclusive que as igrejas que não participarem da nova visão para crescimento de igrejas serão substituídas e estão fora da "visão" de Deus. Nesse ponto o G12 em nada difere das demais seitas.

Quebra de Maldição

Nos encontros são feitas confissões de pecados cometidos até mesmo no ventre materno, afim de que se quebrem todos os vínculos do passado: bons e maus. Para isso submetem-se a uma oração chamada "quebra de vínculo". Refutação (II Co 5.17).

Enfatizam muito nos encontros a maldição hereditária, sua renuncia e quebra, não importando como ela entrou, se através dos pais, avós, etc. Quebra-se a maldição do nome (pois alguns nomes podem ser oferecidos a ídolos, demônios e etc).

Palavras de uma Testemunha Ocular

"O preletor fez explanações sobre corpo, alma, espírito, com as possíveis feridas emocionais e suas diversas causas, depois foi colocado uma música envolvente, iniciando então a regressão até a fecundação. Seguindo para adolescência, puberdade e suas conseqüências pecaminosas, logo após aconteceu o que chamo de "fenômeno do cai-cai". O preletor ministrou a unção com óleo em cada participante e estes caiam no chão (recebendo uma pequena ajuda, sendo empurrados na testa). Foi então entregue um pedaço de papel e uma caneta para que escrevêssemos todas as transgressões que lembrássemos. Depois fomos separados em grupos de doze pessoas, para lançar todos estes papéis pecaminosos em uma fogueira".

Os líderes de células

São escolhidos os que mais se destacam entre os próprios participantes. Mas como são preparados estes líderes? Recebem um treinamento de seis meses onde aprendem técnicas de manipulação e persuasão e após o curso já estão "aptos" para organizar e dirigir uma célula, onde irão pregar, ministrar ceia, batizar e até ouvir a confissão de pecados de seus discípulos.

Objetivo do G12

Com base no que foi apresentado acima, conclui-se que o G12 é uma tentativa diabólica de enfraquecer lideranças e igrejas, pois cria um novo método de evangelização, de liturgia e até uma nova linguagem de pregação, pois nas células o número de pessoas não pode ultrapassar 12. Nestas células são os líderes fazem recolhimento dos dízimos e de ofertas e há autonomia de batizarem os novos cidadãos do grupo, levando em conta algumas situações como distância e tempo. Mas isso deixa claro que o objetivo do movimento é enfraquecer as lideranças e a igreja em massa , pois não havendo grandes igrejas, não há grandes líderes.

Quem são os que aderem ao G12

São crentes ingênuos ou desconhecedores da doutrina bíblica da salvação, que não lêem a Bíblia e nem participam da Escola Bíblica; pessoas em busca de novas experiências fora da Bíblia e que não conseguem ter essa realização "espiritual" em suas igrejas, tornando-se presas fáceis destes movimentos; pastores ambiciosos por status e dinheiro e frustrados com a liderança de suas igrejas, sem perspectivas, sem projeção.

Erro do G12 (Conclusão)

O grande erro do G12 é querer ser a revelação única e exclusiva de Deus na terra. Outro grande erro é querer que o encontro produza santificação a todo custo, e ainda os confunde com conversão. Com isso não cremos que tal movimento seja uma opção sadia para igrejas comprometidas com a doutrina e a Palavra de Deus.

O que fazer diante do G12 e de outras inovações que por certo vão aparecer?

Deveríamos ser como os Bereanos que segundo Atos 17.11 "eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim." Não há dúvidas que trará divisão e problemas. A Bíblia nos diz, em 1 Ts 5:21, que devemos examinar tudo e reter o que é bom. A Bíblia não diz para nós experimentarmos tudo. Eu não preciso fumar, beber e adulterar para saber se é mal. Existem duas maneiras de você conhecer alguma coisa; por experiência própria ou por informação. Imagine se tivéssemos que experimentar tudo para sabermos se é bom ou mal? A Bíblia é o manual do crente, se você quer saber se alguma coisa está certa ou errada, confira na Bíblia Sagrada. Vamos fazer igual aos crentes de Beréia, que examinavam tudo que os apóstolos falavam, e não eram como Tessalônica que engoliam qualquer coisa.

"O espírito que introduz qualquer doutrina ou novidade que vá além do Evangelho, é um espírito de mentira, e não o espírito de Cristo." (João Calvino)

"Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias." (Martinho Lutero)

"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir." (Martinho Lutero)

O Bereano

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Baixou a bizarrice de quatro!

Agora a loucura baixou de vez! A falta da Palavra de Deus como ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA só dá nestas bizarrices de "unção". Desta vez a Ana Paula Valadão resolveu soltar a franga e ficou de quatro para encenar que estava recebendo a "unção do leão"! (Não lembro em que livro e capítulo a Bíblia ensina isto, alguém poderia me refrescar a memória?). Se alguém se interessar, a Ana Paula deu a sua interpretação a respeito da sua experiência mística.

Mas, como para essa turma pentecostal a Bíblia não é referência de autoridade, o que conta é a EXPERIÊNCIA. Qualquer oposição à estas loucuras e bizarrices, atribuídas insanamente ao Espírito Santo, são tidas como menos espiritual e falta de amooorrrrrrrr!!! E, como este povo não gosta de pensar [haja as cãibras entre as orelhas] e preferem apenas SENTIR, levam tudo para o subjetivismo ilimitado se defendendo com a irresponsável frase: "quem sou eu prá julgar?" A Escritura corretamente interpretada [por qualquer cristão] deve julgar o que é certo ou errado, como o que é sã doutrina e heresia advinda da ignorância, carnalidade, ou até ensino de demônios! Temos o DEVER de julgar à luz da Escritura Sagrada. Misericórdia quero e não o sacrifício de mente. Ele é o Espírito de sabedoria, não de comportamentos esquizofrênicos.

BASTA DE BIZARRICE EM NOME DO ESPÍRITO SANTO!!!!!!!!! Negar a obra do Espírito é perigoso, mas atribuir loucuras e bizarrices à Ele, é blasfêmia! Insanidade tem que ter limite. Chega de inclinar-se diante do trono da loucura.

Rev. Ewerton B. Tokashiki

http://doutrinacalvinista.blogspot.com

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