terça-feira, 31 de julho de 2007

G12 - Grupo dos Doze / Igrejas em Células

O Programa Celular

Consiste num modelo de igreja em células - organização da igreja em pequenos grupos nos lares que se multiplicam quando crescem. Trata-se da realização de reuniões em pequenos grupos nos lares, escritórios ou em qualquer lugar, objetivando a evangelização e a edificação dos participantes. Em muitas igrejas é usado tal sistema, porém com estudos sadios da Palavra de Deus (como os nossos Grupos de Cristo).

No G12 esses grupos são chamados de C.A.F.E - Célula de Adestramento Familiar e de Evangelismo. O sistema usado pelo G12 não é nenhuma novidade, o que está errado são as heresias e os conteúdos que são apresentados e ensinados nas reuniões familiares do G12.

O que é o G12

Uma das seitas que atualmente mais tem causado confusões, polêmicas e divisões entre os evangélicos em geral. É um movimento que propõe crescimento das igrejas através de células. A proposta é a realização de reuniões nos lares (casas) a partir de 12 pessoas, baseado no caráter dos 12 apóstolos. Segundo o seu fundador esse será o modelo para crescimento da igreja para o futuro.

Suas falsidades tem enganado muitas pessoas desprovidas de raízes no evangelho e sua existência é o cumprimento das profecias sobre a apostasia que a igreja de nosso Senhor Jesus Cristo viveria neste tempo. (Leia Mateus 7:15-23, Mateus 22:29, Romanos 16:17-18, Gálatas 1:6-12, Colossenses 2:8, II Tessalonicenses 2:1-4, I Timóteo 1:3-7 / 4:1-2 / 6: 3-5, II Pedro 2:1-3, I João 4:1).

G12 é um movimento neopentecostal que tem assumido práticas esotéricas e espíritas tais como: regressão, psicologia e liberação de perdão a Deus.

Os conceitos teológicos do G12 acerca do homem diante de Deus, Pecado, Igreja e Santidade são ensinos antibíblicos.

O G12 emprega métodos psicológicos (Controle da mente), sendo um movimento extremamente perigoso porque pode trazer inúmeros problemas psicológicos a médio e longo prazo aos participantes.

Fundador

O "pr." César Castelhanos Dominguez, da Colômbia, fundador da "Missão Carismática Internacional", a qual declara-se uma igreja evangélica, com sede em Calle 22C Nº 31-01 - Bogotá Colômbia e, segundo Castelhanos, conta com 170 mil membros e 15 mil células ou grupos familiares.

Origem

O movimento surgiu de uma "Visão" que o "pastor" César Castelhanos diz ter recebido de Deus em 1991: consistia numa orientação para que ele trouxesse ao mundo o "novo modelo" de crescimento de igreja para o futuro. Veja a tônica da visão de Castelhanos: - "Nesta ocasião, escutei o Senhor dizendo-me: Vais reproduzir a visão que tenho dado em doze homens, e estes devem fazê-lo como outros doze, e estes por sua vez em outros doze".

O Movimento no Brasil

O movimento é representado no Brasil na voz da "pastora" Valnice Milhomens e na do "pastor" René Terra, e vem se espalhando por todo o Brasil.

No ano de 1999, a "pastora" Valnice Milhomens trouxe o "pr." César Castelhanos ao Brasil para uma convenção em São Paulo, onde 3500 pastores de todos os segmentos evangélicos, representando todos os estados da federação, fizeram-se presentes. A partir daí a visão de Bogotá tornou-se conhecida no Brasil, sendo aderida por muitos.

Métodos do G12

"O encontro é tremendo!" Este é o chavão usado entre as pessoas que participam dos encontros do G12. Os encontros, retiro de três dias, são a forma utilizada pelo movimento do G12 para alcançar adeptos. Os tais não são nada mais do que uma lavagem cerebral. Dividem-se em encontros e pré-encontros e são realizados periodicamente. O candidato a adepto só participa depois de superar as fases iniciais que poderão capacitá-lo a ser membro do movimento. O que acontece nos encontros é expressamente proibido de ser divulgado pelos participantes, dando ao movimento idéia de uma sociedade oculta. Quando recebemos algo bom o que mais queremos é anunciar a todos, o próprio Cristo disse que anunciássemos as boas novas, porém no G12, a prática é totalmente contrária: as experiências lá vividas não podem ser divulgadas a ninguém. Obs. Segundo Josué Mello Salgado, na apostila Desmistificando o G12: "Os métodos de persuasão usados no encontro, em muitos casos, estão chegando às raias de uma lavagem cerebral".

Regressão

Existe um manual de realização de encontros, porém os adeptos só têm acesso após participarem do encontro. Neste manual ensinam que para a libertação de traumas passados é necessário fazer uma espécie de regressão a qual deve estender-se até a vida intra-uterina, visualizando o encontro do espermatozóide do pai com o óvulo da mãe, numa espécie de flash-back. A pessoa deve ir lembrando de todos os acontecimentos e pessoas que lhe causaram dor, até o momento presente, depois deve perdoar a todos.

A Bíblia diz no evangelho de João capítulo 3 acerca do nascer de novo. O nascimento ali referido é nascer da água e do Espírito e não nascer de uma regressão intra-uterina. A Bíblia ainda diz que "as coisas velhas se passaram, eis que tudo se fez novo". (II Co 5.17).

Toda e qualquer tentativa de cancelamento de pecado por regressão, quebra de maldição ou cura interior invalida o sacrifício vicário de Cristo.

Vale ressaltar que a regressão é uma prática psicoterapêutica e não um meio espiritual de libertação.

Figuras semelhantes às utilizadas pela seita Nova Era são utilizadas no manual, como uma roda de oração contendo trechos da Bíblia que se colocada lado a lado com um mapa zodiacal a roda de oração tem a estrutura deste símbolo esotérico, confundido-a com métodos ocultistas.

Heresias, Bizarrices e Esquisitices

Os encontros são marcados por manifestações emocionais como gritos, urros, desmaios, ataques incontroláveis de riso (unção do riso ou riso de Isaque), confissões de pecados e liberação de perdão até para Deus. Líderes do G12 ensinam que o homem precisa despertar para uma "nova consciência", e que Deus é uma fonte geradora de óvulos pensantes e multiplicadores do bem. Para um bom relacionamento com o criador, no entanto, propõe a observância de 5 códigos sagrados: consciência, inovação, intenção, proposta e juramento.

O Número 12

O G12 inculca idéias supersticiosas com relação ao número 12, fazendo-o parecer um número da sorte. Crêem que o mesmo tem poder de abrir supostos caminhos para o sucesso e o crescimento instantâneo da igreja, em detrimento a todos os demais números existentes na Bíblia Sagrada, admitindo o número 12, de certa forma, como um número mágico, supersticioso. As células não podem ultrapassar 12 membros.

Os líderes do G12 afirmam inclusive que as igrejas que não participarem da nova visão para crescimento de igrejas serão substituídas e estão fora da "visão" de Deus. Nesse ponto o G12 em nada difere das demais seitas.

Quebra de Maldição

Nos encontros são feitas confissões de pecados cometidos até mesmo no ventre materno, afim de que se quebrem todos os vínculos do passado: bons e maus. Para isso submetem-se a uma oração chamada "quebra de vínculo". Refutação (II Co 5.17).

Enfatizam muito nos encontros a maldição hereditária, sua renuncia e quebra, não importando como ela entrou, se através dos pais, avós, etc. Quebra-se a maldição do nome (pois alguns nomes podem ser oferecidos a ídolos, demônios e etc).

Palavras de uma Testemunha Ocular

"O preletor fez explanações sobre corpo, alma, espírito, com as possíveis feridas emocionais e suas diversas causas, depois foi colocado uma música envolvente, iniciando então a regressão até a fecundação. Seguindo para adolescência, puberdade e suas conseqüências pecaminosas, logo após aconteceu o que chamo de "fenômeno do cai-cai". O preletor ministrou a unção com óleo em cada participante e estes caiam no chão (recebendo uma pequena ajuda, sendo empurrados na testa). Foi então entregue um pedaço de papel e uma caneta para que escrevêssemos todas as transgressões que lembrássemos. Depois fomos separados em grupos de doze pessoas, para lançar todos estes papéis pecaminosos em uma fogueira".

Os líderes de células

São escolhidos os que mais se destacam entre os próprios participantes. Mas como são preparados estes líderes? Recebem um treinamento de seis meses onde aprendem técnicas de manipulação e persuasão e após o curso já estão "aptos" para organizar e dirigir uma célula, onde irão pregar, ministrar ceia, batizar e até ouvir a confissão de pecados de seus discípulos.

Objetivo do G12

Com base no que foi apresentado acima, conclui-se que o G12 é uma tentativa diabólica de enfraquecer lideranças e igrejas, pois cria um novo método de evangelização, de liturgia e até uma nova linguagem de pregação, pois nas células o número de pessoas não pode ultrapassar 12. Nestas células são os líderes fazem recolhimento dos dízimos e de ofertas e há autonomia de batizarem os novos cidadãos do grupo, levando em conta algumas situações como distância e tempo. Mas isso deixa claro que o objetivo do movimento é enfraquecer as lideranças e a igreja em massa , pois não havendo grandes igrejas, não há grandes líderes.

Quem são os que aderem ao G12

São crentes ingênuos ou desconhecedores da doutrina bíblica da salvação, que não lêem a Bíblia e nem participam da Escola Bíblica; pessoas em busca de novas experiências fora da Bíblia e que não conseguem ter essa realização "espiritual" em suas igrejas, tornando-se presas fáceis destes movimentos; pastores ambiciosos por status e dinheiro e frustrados com a liderança de suas igrejas, sem perspectivas, sem projeção.

Erro do G12 (Conclusão)

O grande erro do G12 é querer ser a revelação única e exclusiva de Deus na terra. Outro grande erro é querer que o encontro produza santificação a todo custo, e ainda os confunde com conversão. Com isso não cremos que tal movimento seja uma opção sadia para igrejas comprometidas com a doutrina e a Palavra de Deus.

O que fazer diante do G12 e de outras inovações que por certo vão aparecer?

Deveríamos ser como os Bereanos que segundo Atos 17.11 "eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim." Não há dúvidas que trará divisão e problemas. A Bíblia nos diz, em 1 Ts 5:21, que devemos examinar tudo e reter o que é bom. A Bíblia não diz para nós experimentarmos tudo. Eu não preciso fumar, beber e adulterar para saber se é mal. Existem duas maneiras de você conhecer alguma coisa; por experiência própria ou por informação. Imagine se tivéssemos que experimentar tudo para sabermos se é bom ou mal? A Bíblia é o manual do crente, se você quer saber se alguma coisa está certa ou errada, confira na Bíblia Sagrada. Vamos fazer igual aos crentes de Beréia, que examinavam tudo que os apóstolos falavam, e não eram como Tessalônica que engoliam qualquer coisa.

"O espírito que introduz qualquer doutrina ou novidade que vá além do Evangelho, é um espírito de mentira, e não o espírito de Cristo." (João Calvino)

"Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias." (Martinho Lutero)

"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir." (Martinho Lutero)

O Bereano

http://www.obereano.pilb.t5.com.br/

Baixou a bizarrice de quatro!

Agora a loucura baixou de vez! A falta da Palavra de Deus como ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA só dá nestas bizarrices de "unção". Desta vez a Ana Paula Valadão resolveu soltar a franga e ficou de quatro para encenar que estava recebendo a "unção do leão"! (Não lembro em que livro e capítulo a Bíblia ensina isto, alguém poderia me refrescar a memória?). Se alguém se interessar, a Ana Paula deu a sua interpretação a respeito da sua experiência mística.

Mas, como para essa turma pentecostal a Bíblia não é referência de autoridade, o que conta é a EXPERIÊNCIA. Qualquer oposição à estas loucuras e bizarrices, atribuídas insanamente ao Espírito Santo, são tidas como menos espiritual e falta de amooorrrrrrrr!!! E, como este povo não gosta de pensar [haja as cãibras entre as orelhas] e preferem apenas SENTIR, levam tudo para o subjetivismo ilimitado se defendendo com a irresponsável frase: "quem sou eu prá julgar?" A Escritura corretamente interpretada [por qualquer cristão] deve julgar o que é certo ou errado, como o que é sã doutrina e heresia advinda da ignorância, carnalidade, ou até ensino de demônios! Temos o DEVER de julgar à luz da Escritura Sagrada. Misericórdia quero e não o sacrifício de mente. Ele é o Espírito de sabedoria, não de comportamentos esquizofrênicos.

BASTA DE BIZARRICE EM NOME DO ESPÍRITO SANTO!!!!!!!!! Negar a obra do Espírito é perigoso, mas atribuir loucuras e bizarrices à Ele, é blasfêmia! Insanidade tem que ter limite. Chega de inclinar-se diante do trono da loucura.

Rev. Ewerton B. Tokashiki

http://doutrinacalvinista.blogspot.com

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