sábado, 31 de julho de 2010

Os Milagres Bíblicos e os impostores atuais!

Nós ousamos questionar o poder de Deus hoje? Ele não tem o mesmo poder eterno, ilimitado? Temos a presunção de limitar o poder de Deus em afirmar que milagres não acontecem hoje? A resposta para essas questões é um enfático "não"! Sendo onipotente, Deus é capaz de fazer qualquer coisa. O que Ele é capaz de fazer e o que Ele deseja fazer são coisas completamente diferentes.

Deus uma vez criou o homem do pó e a mulher de sua costela. Ele uma vez dividiu o mar vermelho e permitiu a fuga de do povo de Israel do Egito e fez cair o maná do céu sobre eles. Deus proveu codornizes no deserto e água da rocha para suprir as necessidades dos israelitas. Ele deu mandamentos inscritos em pedra com seus próprios dedos. Uma vez Ele operou o nascimento de Seu Filho de uma virgem e Jesus Cristo realizou numerosos milagres, desde saciar a fome de multidões até ressuscitar mortos. Nenhum desses milagres são vistos em nossos dias. Dizer que eles não são [para nossos dias] é criar dúvidas ou limitar o poder divino. É somente levantar a questão de qual é a vontade dEle para nossa época.

O termo "milagre" tem sido vítima de uso indiscriminado em nossos dias. Quase tudo que é incomum tem sido erroneamente intitulado de "milagre". Deus é presente e ativo por todo o universo através da instrumentalidade de suas leis, mas até mesmo leis naturais tem Deus como autor. Um milagre é uma ocasião de um ato direto de Deus, como distinta de Sua mediação ou ação indireta através de leis naturais. Por exemplo, quando Jesus alimentou 5000 homens, sem contar mulheres e crianças, com cinco pães e dois peixes, isto foi um milagre. Se o moço tivesse se alimentado com aqueles pães e peixes que tinha consigo, isto teria sido um evento perfeitamente natural (Mt 14:15-21). A diferença é que o último estaria em perfeita conformidade com a lei natural; o anterior requereu o poder divino.

Mas não há volumosas evidências de que Deus está operando milagres nos dias atuais, tais como cura, falar em línguas e muitas outras coisas? Não acreditamos assim. As evidências estão longe de serem conclusivas. Não temos evidência que qualquer milagre de caráter bíblico esteja ocorrendo hoje.

Algumas das inúteis tentativas de reproduzir os milagres do calibre da Bíblia são pobres e algumas vezes até trágicas réplicas.  Os pais de um jovem do estado da Califórnia foram judicialmente acusados de homicídio por impedi-lo de tomar sua dose habitual de insulina. O jovem morreu, mas o pai firmemente insistia que o Senhor ressuscitaria o filho em três dias.

Esta enganação chegou a situações extremamente complicadas. O ministro de uma igreja de 40 membros no estado do Tennessee conseguiu se livrar da acusação de homicídio quando dois de seus membros morreram após beberem estricnina para "demonstrar sua fé" nos poderes divinos.

Esses são dois de muitos casos trágicos que acontecem no mundo. É significativo que eles apelem para Marcos 16:17-18 como autoridade para sua fé e ação. Este texto fala de crentes expelindo demônios, falando em línguas, pegando em serpentes, bebendo veneno e curando enfermos. Todos esse milagres são autorizados pelo mesmo texto - o mesmo texto que outros na verdade escolhem seletivamente como base para suas práticas de falar em línguas ou curar.

Muitas pessoas nos dias de hoje não acreditam nos milagres que ocorrem modernos? Sim, mas tal crença não quer dizer que seja autorizada pela Palavra de Deus.

Por toda a história da humanidade tem havido falsos como genuínos milagres, erro bem como a verdade e fraudes como fatos. Tem havido pessoas cuja fé tem sido baseada em ilusões bem como pessoas que tem sua fé ancorada nas verdades bíblicas.

Os mágicos de faraó buscavam duplicar os milagres feitos através de Moisés; o erro sempre imita o verdadeiro.

Houveram grupos que afirmavam possuir poderes sobrenaturais que não tinham nenhuma conexão com o cristianismo. Empreendiam curas e milagres tendo evidente lugar entre as religiões pagãs e os poderosos governantes iam a eles para consultar seus oráculos para tomar conselhos em relação a guerras.

O extraordinário reavivamento do ocultismo em nossos dias ilustra a suscetibilidade de muitas pessoas ao aceitarem o místico e o inexplicável. Esses grupos ocultistas podem fazer as mesmas coisas surpreendentes  que são oferecidas pelos modernos curandeiros da fé que defendem e propagandeiam essa prática no meio cristão.

A Palavra de Deus é a verdade absoluta e nenhuma outra fonte pode ser acrescentada a ela (Jo 17:17).  Acreditar no erro de que a continuação dos dons extraordinários ultrapassaram a era apostólica é algo grosseiro como qualquer outra crença ocultista. O Senhor disse que muitos afirmarão profetizar, expelir demônios e fazer muitos sinais e maravilhas, porém, Ele não os reconheceria e não os autorizaria (Mt 7:22-23). Eles surgiriam, como Cristo alertou, "...surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios" (Mt 24:24). Os servos do diabo serão capazes de mostrar "...todo o poder, e sinais e prodígios de mentira" (II Ts 2:9).

O apóstolo Paulo explica que não devemos nos surpreender com tais falsos mestres que apareceriam, pois "...o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz". (II Co 11:14).

Uma questão crucial é como podemos discernir verdadeiros de falso milagres?

Pela regra da Escritura como um "curandeiro da fé " tem sua obra autorizada por Deus? Ou essas suas "curas" são mais genuínas do que um feiticeiro africano?

Alguns pontos importantes em relação as curas e milagres feitos por Cristo servem como testes práticos para o que vemos hoje.

(1) Jesus não fez propaganda de Suas curas com o intuito de criar uma reputação sensacionalista, nem como pretexto para arrecadar dinheiro; ao invés disso, Ele ordenava aos curados "Olhai que ninguém o saiba" (Mt 8:1-4, 9:27-31).

(2) Ele curou todo tipo de enfermidades, com especial atenção para situações de desespero, através de Seu divino poder que nunca falha.

(3) Ele nunca curou parcialmente. As pessoas eram totalmente saradas por Cristo. (Mt15:29-31; Mc 7:31-37).

(4) Jesus nunca falhou em curar uma pessoa quando o procuravam. Ele nunca teve qualquer embaraço como os modernos impostores de hoje enfrentam ao tentarem explicar porque falharam ao tentar curar alguém.

(5) Nenhum questionamento jamais foi feito sobre a autenticidade das curas que Ele fez - como se o paciente está de fato doente ou curado.

(6) Jesus nunca curou pela fé somente, mas pelo Seu divino poder. Somente um caso é registrado de 31 exemplos de milagres de que Jesus requereu fé para operar (Lc 7:11-17; Jo 5:2-13).

Desde que os modernos milagreiros não podem estar de acordo com essas condições sob as quais Cristo ministrou, eles não representam o mesmo poder que Ele tem. Milagres tais como os que eram feitos por Cristo e os Apóstolos nunca foram pretendidos para continuarem por todas as gerações. Seu propósito primário nunca foi simplesmente curar doenças físicas, se este era o caso, Jesus teria viajado além das fronteiras de Israel e ido a todos os paises do mundo conhecido.

O verdadeiro propósito dos milagres no Novo Testamento é  mostrar que Cristo e seus Apóstolos estavam falando sob autoridade divina (Mc 16:19-20; Hb 2:3 prova de uma vez e para sempre isto). Depois que os ensinos inspirados que fizeram o nosso Novo Testamento foram confirmados pelos milagres do primeiro século, eles permaneceram provados para sempre. A Bíblia ensina que devemos agora simplesmente estudar os escritos sobre esses milagres com o propósito de sermos convencidos da autenticidade da Bíblia (Jo 20:30-31). Os milagres atuais, são portanto, simplesmente desnecessários nesta época presente (Lc 16:27-31).

David Steward

Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira

sábado, 24 de julho de 2010

Cristo e a Tolerância Religiosa

Um conceito bastante difundido através dos púlpitos é o de que Cristo foi tolerante para com os seus contemporâneos. Não podemos concordar com este pensamento, visto ser ele um conceito falso e antibíblico. O fato de Cristo ter tido paciência com os pecadores, com os seus próprios algozes, não significa tolerância para com o pecado.

Afirmamos categoricamente que Cristo, à luz da Bíblia, não foi tolerante com relação ao pecado. O que vemos hoje em dia é uma mensagem de tolerância religiosa com relação àquilo que Cristo mais combateu enquanto esteve na terra. Os que pregam a tolerância estão procurando um meio de acomodar às circunstâncias ou estão procurando, em linguagem psicológica, compensação à falta de coragem para agir em relação aos problemas da Igreja. Como resultado disso, pregam a tolerância e deixam as coisas como estão.

Isso soa como um abandono dos deveres e da responsabilidade. Os adeptos da tolerância religiosa fogem da responsabilidade de punir o pecador, afirmando que o próprio Deus é quem irá discipliná-lo. Vemos nas Sagradas Escrituras que Cristo foi sempre enérgico e intransigente para com o pecado. Cristo também não foi tolerante com as heresias do seu tempo. Os pecados e as heresias sempre foram os alvos da intolerância de Cristo.

Admitir a tolerância em Cristo para com o pecado e para com as heresias, é negar a Sua perfeição. Isso faz de Cristo um ser imperfeito, pois, quem tolera o erro se torna cúmplice do mesmo. Cristo sempre age de acordo com o caráter divino. Ele não é contraditório.

Desde o começo da história Deus foi intransigente  quanto ao pecado. Quando nossos primeiros pais pecaram, transgredindo o preceito divino lá no Éden, Deus não os poupou. Eles receberam imediatamente a sanção divina. Foram expulsos. Isso mostra que Deus promulgou a lei para ser cumprida e não para ficar apenas no papel. A Sua justiça divina exige a punição do transgressor.

Vemos, mais uma vez, a intransigência divina contra o pecado ao enviar o dilúvio sobre a terra para a destruição total dos desobedientes. Vemos isso também na Sua relação com o povo de Israel, com Davi e, como não poderíamos esquecer, com Jonas.

Afirmar que Cristo foi tolerante é desconhecer a Bíblia e, principalmente, os evangelhos. O Mestre foi enérgico no Seu tratamento com o apóstolo Pedro, censurando-o (Mt 16.21-23). No caso da purificação do templo, que todos nós conhecemos, Cristo parece que não foi muito educado (Mt 21.12,13; Mc 11.15-17). Cristo expulsou todos os comerciantes que vendiam suas mercadorias no templo. Derrubou suas mesas e as cadeiras. Será que para os pregadores da tolerância, Cristo seria um ranzinza, ou um impiedoso? Pregar a tolerância e tomar Cristo como exemplo é uma verdadeira disparidade e uma fuga da realidade.

O tratamento de Cristo para com os fariseus contradiz os senhores "mensageiros" da tolerância. Em Mateus 23 vemos Jesus censurando energicamente os escribas e fariseus. Jesus os chama de hipócritas, guias cegos, insensatos, serpentes e raças de víboras. Me digam onde está a tolerância de Cristo neste capítulo?

Em mais uma ocasião onde Jesus confronta os fariseus, Ele usa expressões bastante fortes em João 8.44: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.".

Mas nem tudo é intolerância. Há um tipo de tolerância que encontramos em Cristo. Isso está relacionada com a paciência de Cristo para com o pecador sem compartilhar, no entanto, com os seus pecados. Cristo, quando estava agonizando na cruz, não odiou seus algozes, mas orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." (Lc 23.34). Paciência com pecador não implica em tolerância para com o seu pecado.

Ao contrário do ensinamento de Cristo, as igrejas evangélicas de hoje estão tolerando demais o pecado. As igrejas estão tolerando as imoralidades praticadas dentro das próprias igrejas. Recentemente (novembro/2009), dois "pastores", Marcos Gladstone e Fábio Inácio, fundadores de uma igreja "evangélica", a Igreja Contemporânea, criada no Rio de Janeiro há três anos e que já conta com 500 membros. Antes, em 2007, o "pastor" Gladstone já havia celebrado um casamento gay entre um ex-pastor da Igreja Universal, Eduardo Silva, e Paullo Oliveira, filho de um dos mais conhecidos pastores da Assembléia de Deus de Madureira, no Rio. Já na Europa, a Igreja Luterana da Suécia tem a primeira bispa abertamente lésbica ordenada recentemente, em novembro de 2009. Citei estes exemplos porque são os mais recentes e um dos mais condenáveis aos olhos de Deus (Rm 1.18-32).

A tolerância, à luz da Bíblia, consiste em não sermos precipitados no exercício da disciplina, mas em dar oportunidade ao pecador, para que se arrependa. Mas esta oportunidade deve vir acompanhada de uma advertência energética contra o seu pecado. É preciso que ele sinta a sua culpa e para isso, é preciso ser chamado à advertência. Mas não é isso que acontece na igreja evangélica brasileira de hoje.

Há muita tolerância a determinados indivíduos que são bastantes simpáticos, e muita intolerância aos que não nos são agradáveis. São bonzinhos demais para com os que vão com a cara; e maldosos demais para com aqueles que não vão com a cara.

É um pecado tolerar as heresias e as imoralidades dentro da igreja. A paciência de muitos se transformou em relaxamento. Não existe liberdade, mas libertinagem. Será que a própria existência do modernismo teológico já não é uma conseqüência da tolerância? Dizer que um determinado indivíduo é bom, quando é sabido por todos que ele é mau, é incentivar o pecado e abrir as portas para a sua proliferação.

Cristo ensinou a perdoar. Todos nós devemos ter o espírito de perdão. Mas isso não significa tolerar o erro. Tolerando o erro, a igreja se enfraquece. Não podemos permitir pregações desse calibre em nossos púlpitos. Precisamos ter a natureza intransigente e sermos fechados em relação a qualquer atitude que enfraqueça nossa posição doutrinária tradicional. Precisamos exigir dos nossos seminários ministros com mais qualidade e com pensamento de combater as heresias e as imoralidade que, insistentemente, entram nas igrejas.

Você sabe como reconhecer um herege? Existe uma dica, entre várias existentes, que faz abrir nossos olhos (e ouvidos) para reconhecê-los e quem dá esta dica é James I. Packer: "Os hereges não chamam as pessoas para se arrependerem de seus pecados. Tudo que você precisa para ser um herege é: acomodar o pecado, tolerar o pecado, abençoar o pecado, sancionar o pecado, desculpar o pecado, não se opor ao pecado. A primeira palavra do evangelho é arrependam-se".

O pecado é muito grave. Tão grave que matou o nosso Senhor Jesus Cristo. Quem não reconhece a gravidade do seu pecado, ou de qualquer pessoa, mostra a sua irrelevância na morte de Cristo. É como se Ele tivesse morrido por algo pequeno demais.

Ensinar a não punição do erro é ir contra a justiça divina e fazer de Jesus um acariciador do pecado. Portanto, o conceito de que Cristo foi tolerante é falso e antibíblico.

Soli Deo Gloria

Heitor Alves (eleitosdedeus.org)

sábado, 17 de julho de 2010

Expor o erro: vale a pena?

Objeções tem surgido até mesmo entre alguns crentes bíblicos em relação a exposição do erro como sendo totalmente negativo e sem produzir real edificação. Ultimamente, o alarido e lamúrias tem sido contra todo e qualquer ensino negativo. Mas os irmãos que assumem esta atitude se esquecem que grande parte do Novo Testamento, tanto dos ensinos de nosso Salvador como dos escritos dos apóstolos foi direcionado a mostrar o verdadeiro caráter dos falsos ministros, mostrando sua origem satânica e, portanto, o perturbador resultado da propagação de ensinos errôneos, o qual Pedro, em sua segunda epístola, assim se refere de forma definitiva como sendo "heresias de perdição".

Nosso Senhor profetizou que surgiriam muitos falsos profetas, e enganariam a muitos. Em nossos dias, muitos falsos profetas tem surgido; e como muitos tem sido enganados por eles! Paulo predisse isso: "Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai" (Atos 20:29-31).

Minha própria observação é que esses "lobos cruéis", sozinhos e em alcatéia, não poupam nem mesmo os mais protegidos rebanhos. Pastores nesses "tempos trabalhosos" fariam bem em notar o alerta dos apóstolos: "Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a Igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue." (Atos 20:28).

Isso é tão importante nesses dias como o foi, de fato, nos dias de Paulo, esta importante ação - de expor os muitos tipos de falsos ensinos que, em todos os lugares, abundam mais e mais.

Somos chamados a "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos", embora falando a verdade em amor. A fé significa todo o corpo da verdade revelada e batalhar por toda a verdade de Deus implica necessariamente em algum ensino negativo. O poder de escolha não nos é dado nessa questão.

"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo." (Judas 3,4).

Paulo, de igual maneira, nos admoesta: "E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as." (Efésios 5:11) .

Isto não implica tratar de forma áspera esses que estão do lado oposto, completamente enlaçados pelo erro. Se a objeção que expor o erro necessita uma ponderação desamável sobre outros que não enxergam as coisas como nós, nossa resposta é: sempre foi o dever de um leal servo de Cristo alertar contra qualquer ensino que o fizesse menos precioso ou restringisse Sua obra redentora e a plena suficiência de seu atual ofício de sumo sacerdote e advogado.

Todo sistema de ensino pode ser julgado pelo seu posicionamento em relação as verdades fundamentais da fé. "Que pensais vós do Cristo?" (Mateus 22:42) ainda é o verdadeiro teste de toda crença. O Cristo da Bíblia não é certamente o Cristo de qualquer falso "ismo." Cada uma das seitas deste mundo tem certamente sua caricatura horrorosa de nosso amável Deus.

Deixe-me lembrá-lo que fomos redimidos às custas de Seu precioso sangue para sermos "bons soldados". Como a batalha contra as forças das trevas está se tornando cada vez mais acirrada, precisamos da força do Senhor.

Há uma constante tentação para a concessão. "Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério." Sempre é correto ficar firme no que Deus já revelou em relação a pessoa e obra de Seu Filho. O "pai da mentira" lança meias-verdades e é especialista principalmente em falácias sutis em relação ao Senhor Jesus, nosso único e suficiente Salvador.

O erro é como o fermento o qual lemos: "Um pouco de fermento leveda toda a massa." A verdade misturada com o erro é equivalente ao erro total, exceto que aparenta ser mais inocente, portanto, mais perigoso. Deus odeia tal mistura! Qualquer erro, ou qualquer mistura tipo verdade-com-erro deve ser definitivamente tratada com repúdio e ser exposta. Fechar os olhos para isso é ser infiel e enganoso para com Deus ao expor as almas por quem Cristo deu a Sua vida.

Expor o erro é um trabalho muito impopular. Mas de um ponto de vista verdadeiro é uma tarefa que vale a pena. De nosso Salvador, significa que Ele recebe de nós, pelo Seu sangue que nos comprou, a lealdade que é devida à Ele. Para nós mesmos, se consideramos mais "o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito;" (Hebreus 11:26) assegura recompensa futura, mil vezes dobrada. E para as almas "que se pescam com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço" (Eclesiastes  9:12) Deus pode ainda significar enquanto viverem neste mundo a possibilidade de ser luz e vida, abundante e eterna.

Dr. Harry Ironside (1876-1951)
Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira

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